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24/04/2012

Os Labirintos de Clio

A deusa Clio repousa em seu templo no Monte Paranaso. De vez em quando, ela desce à cidade dos homens espalhando seu enlevo inebriante sobre os simples mortais. Estes, movidos pelo toque celeste, destinam-se à morada de sua musa. A jornada é longa e cansativa. Muitos desistem pelo caminho, atropelados por espinhos, pedras, chuvas, tempestades em copos d’água, descidas e quedas (muitas quedas!). Mas outros resistem a tantas intempéries provocadas intencionalmente por Cronos. Este, por sua vez é implacável. Presenteia os heróis da resistência com um labirinto. Ainda a tempo de voltar! Alguns hesitam diante daquele lugar misterioso e resolvem seguir a trilha de uma parca existência, mergulhada numa tranqüilidade angustiante dos tempos de Adão e Eva sem contato com o fruto proibido. Essa pueril inocência, ou mesmo simples e decepcionante desatino, não é próprio dos poucos seres que restaram. Estes também param, mas não para hesitar/voltar e sim a para refletir, traçar estratégias de sobrevivência para aquelas passagens tortuosas que dificultam a saída que os conduzirá ao templo de Clio. Eles adentram o labirinto. Dividem-se, magnetizados e atraídos por caminhos que os conduzem coniventemente [...] Cronos continua agindo nessas passagens oblíquas entorpecendo nossos heróis com suas intempéries, mas é surpreendido com a força vital desses seres que realizam uma ioga obstinada propiciando a liberação de suas mônadas quando estes, finalmente saem do labirinto e se encontram com a musa Clio. Como prêmio, a serena musa, filha dileta de Zeus e Mnemósine, agracia seus visitantes/discípulos com o título de historiadores e, com o estilete da escrita, fixa em narrativa os seus nomes no panteão da História. Como se não bastasse, esses jovens historiadores passam também a ser vocatizados através do fruto de seus conhecimentos gerados durante a travessia pelo labirinto, fato esse que recebe notoriedade através da trombeta da fama de Clio.” Retirado da Introdução do (ótimo) livro “Labirintos de Clio – práticas de pesquisa em História”, de Demetrios Gomes Galvão, Elimária Costa Marques, Fauston Negreiros, José Gerardo Vaconcelos, José Luís de Oliveira e Silva, Joseanne Zingleara Soares Marinho, Márcio Iglesias Araújo Silva, Nalva Maria Rodrigues de Sousa, Olívia Candeia Lima Rocha, Raimundo Nonato Lima dos Santos, Roberto kennedy gomes Franco, Samara Mendes Araújo Silva, Vivian de Aquino Silva Brandim. fonte: http://cafehistoria.ning.com/group/clioamusadahistria

GABARITO - PROVAS SANTA MARIA

1º ANO 1.D 2.E 3.D 4.B 5.E 6.C 7.C 8.B 9.C 10.D 11.E 12.B 13.D 14.E 15.D 16.C 17.C 18.A 19.C 20.C 2º ANO 1 - D 2 - C 3 - D 4 - E 5 - B 6 - D 7 - 12 8 - A 9 - 26 10 - E 11 - B 12 - D 13 - B 14 - A 15 – C 16 – E 17 – B 18 – E 19 – B 20 – E 3º ANO 1.A 2.C 3.E 4.B 5.B 6.E 7.A 8.C 9.C 10.B 11.B 12.B 13.C 14.D 15.A 16.E 17.D 18.D 19.D

22/04/2012

Unificações Tardias: Itália e Alemanha

Entre os séculos XIV e XVI, em várias regiões da Europa houve forte centralização do poder. Comandado pelos reis, esse processo deu origem às monarquias absolutas e foi responsável pela formação dos Estados Modernos. Posteriormente, esses Estados passaram por profundas transformações. Em todos eles, o regime de poder altamente centralizado foi substituído por formas constitucionais de organização de governo. Mas a unidade do território sobre o qual o poder público exercia sua soberania desde a época das monarquias absolutas continuou sendo uma das bases mais sólidas para a formação dos atuais Estados europeus. Até meado do século XIX, duas grandes regiões da Europa, com relativa identidade cultural, ficaram à margem do processo de unificação: a península Itálica e os reinos e principados que haviam sido dominados pelo antigo Império Romano-Germânico. No decorrer da segunda metade do século XIX, porém, um vigoroso nacionalismo começou a se afirmar nas duas regiões. Como consequência, os interesses nacionais acabaram prevalecendo sobre as diferenças políticas, sociais e culturais, o que tornou possível, nos dois casos, unir povos muito diferentes na tarefa comum de construir novas nações(DIVALDE, 2004). Unificação italiana Na primeira metade do século XIX a atual Itália encontrava-se dividida politicamente, abrigava pequenos Estados, alguns com certa autonomia, mas grande parte submetida ao domínio austríaco. Em 1831, Giuseppe Mazzini fundou o movimento Jovem Itália que desejava um levante popular contra o domínio estrangeiro e também contra os Estados da Igreja. A partir de 1848 inicia-se a luta direta em favor da unificação, no entanto com duas correntes. De um lado os republicanos encabeçados por Giuseppe Garibaldi e de outro, os monarquistas liderados pelo primeiro-ministro de Piemonte-Sardenha. Conde Cavour. Os monarquistas iniciaram o processo de unificação a partir do norte da península itálica lutando contra o domínio austríaco, com apoio de Napoleão III da França que retirou esse apoio quando a luta pela unificação alcançou Roma. Pelo sul da península partiu Giuseppe Garibaldi com seu exército de revolucionários, os camisas vermelhas, que conquistaram diversas regiões como as Sicílias e os Estados Pontifícios. Vitor-Emanuel II foi proclamado rei da Itália em 1861, mas a Itália não estava totalmente unificada, Veneza foi conquistada em 1866 e Roma apenas em 1870 (vale lembrar que Napoleão III retirou seus soldados que protegiam Roma em virtude da eclosão da Guerra Franco-Prussiana). Em 1871 Roma se tornou a capital da Itália. Mas a unificação não significou o fim dos problemas, temos a Questão Romana. Com o processo de unificação concluído, o papa Pio IX declarou-se “prisioneiro” do Estado italiano, questão resolvida apenas em 1929 com o Tratado de Latrão realizado entre Mussolini e papa Pio XI, quando foi criado o Estado do Vaticano, dentro de Roma. Unificação Alemã Na Alemanha, o processo de unificação seguiu outro rumo. Um passo importante foi a criação de uma aliança aduaneira e comercial, chamada Zollverein. Essa aliança foi criada em 1834 sob liderança da Prússia (industrial, visava o estabelecimento de um Estado Germânico unificado), não incluía a Áustria (monarquia agrária, sem muitos vínculos com a industrialização). O estabelecimento dessa aliança aduaneira dinamizou o capitalismo prussiano, permitindo a ampliação do seu parque industrial, construção de uma malha ferroviária grandiosa, modernizou a sua economia. A partir de 1861, com a coroação de Guilherme I e a liderança de Otto von Bismarck (chanceler da Prússia) a ideia de unificação ganha forma. “A Alemanha será forjada a ferro e fogo” dizia Bismarck. Ferro a partir da sua força industrial que ganhou impulso com o zollverein e a frente desse processo estava a Prússia, assim como no caso do fogo, onde a Prússia participou de diversos conflitos os quais tem uma importância crucial no processo de unificação. Em 1864 temos a Guerra dos Ducados entre Prússia e Dinamarca disputando os ducados de Holstein e Schleswig, com maior parte da população sendo alemã. Logo na sequência em 1866 temos a Guerra Austro-prussiana, também chamada de Guerra Civil Alemã ou Guerra das Sete Semanas onde a Prússia disputou com a Áustria a administração dos ducados anexados no conflito anterior, com esse novo conflito, os Estados do norte da Alemanha foram unificados. Como último passo restava apenas a anexação dos Estados do sul, para isso Bismarck forçou a guerra contra a França, era a Guerra Franco-prussiana, onde os estados alemãe, agora unificados venceram os franceses. Ao final da guerra o governo francês se viu obrigado a arcar com uma dívida de guerra de 5 bilhões de francos e ceder os territórios de Alsácia e Lorena, áreas extremamente ricas em minério de ferro e carvão. Surgiu assim uma nova potência no continente europeu capaz de abalar o equilíbrio do velho mundo, elementos que levaram ao primeiro conflito mundial.

18/04/2012

Mais de 300 mil acessos

Quando resolvi criar um Blog, nunca me passou essa situação pela cabeça, ainda mais para um blog de História, que sinceramente não desperta muito interesse no grande grupo. Mas enfim, estou muito feliz com essa marca ainda mais quando percebo que os acessos crescem a cada dia. Muito Obrigado aqueles que pesquisam no blog, sua participação é muito importante. Como disse no cabeçalho, não tenho a idéia de resolver todos os problemas sobre história, mas se esse pequeno blog ajudar alguem e esse alguem se interessar por essa matéria, bom... o dia esta ganho!
Aqui vão algumas estatísticas então:

VISUALIZAÇÕES POR PAÍSES
Brasil 214.342
Estados Unidos 82.743
Portugal 3.444
Moçambique 933
Alemanha 521
Angola 484
depois na sequência Ulcrânia, Holanda, Rússia e França com numeros menores

VISUALIZAÇÕES POR NAVEGADORES
Internet Explorer 91.140 (29%)
Safari 82.391 (26%)
Chrome 68.548 (22%)
Firefox 58.762 (19%)
Outros menos de 1%

VISUALIZAÇÕES POR SISTEMAS OPERACIONAIS
Windows 212.737 (70%)
Macintosh 80.960 (26%)
Linux 4.390 (1%)
Outros menos de 1%

OUTROS DADOS
Visualizações de página de hoje 493
Visualizações de página de ontem 732
Visualizações de página do mês passado 17.702
Histórico de todas as visualizações de página 306.760

Enfim, gostaria de dizer que a participação de todos que acessam o blog é muito importante, deixei o email de contato qualquer coisa que precisar é só mandar uma mensagem. Grande abraço
Carlos "Cadu" Glufke

02/04/2012

Pré-História


A Pré-História corresponde ao mais longo período da História humana na terra, onde nesse momento falamos na escala de milhões de anos.
Quando começa a pré-história? Bom....ela começa com o surgimento do homem, mas podemos marcar uma data com exatidão a cerca desse surgimento? Claro que não, afinal de contas não existe essa exatidão (não tem como você afirmar que o homem surgiu no dia 7 de fevereiro de 7 milhões de anos atras). E esse é um dos argumentos que eu uso para não utilizar datas quando falo sobre pré-história, a grande quantidade de datas distintas que podem aparecer, outro é a diferença entre tempo histórico e cronológico, mas essa discussão deixo para depois.
Tradicionalmente a pré-história esta dividida em dois grandes momentos, o Paleolítico e o Neolítico. Vamos a eles:
#Paleolítico:
Tem o seu início com o surgimento do homem e vai até o momento em que esse homem passa a viver da agricultura e pecuária. Tem como características o nomadismo, habitação em abrigos naturais e a utilização de ferramentas feitas com lascas de pedra. Economicamente temos a caça, pesca e coleta de frutas e raízes. Sendo uma economia coletora, sem a existencia de excedentes, não existe comércio, afinal de contas não temos sobras comercializáveis. Não há propriedade privada da terra e portanto não temos diferenças sociais, mas isso não significa a ausência de autoriadade. Por exemplo, o melhor caçador dirige a caçada, mas sua autoriade termina no momento em qua a presa é abatida. Uma grande descoberta do período foi o fogo, capaz de aquecer, cosinhas os alimentos e afastar os animais perigosos. Um elemento interessante é a existência do matriarcado, provavelmente fruto do fato da mulher poder gerar a vida. Como manifestações culturais temos as pinturas rupestres, retratando principalmente caçadas.
#Neolítico:
Tem seu início no momento em que o homeme passa a viver da agricultura e pecuária e vai até o surgimento do Estado. Eu particularmente gosto muito dessa definição, usando o Estado como balisa, afinal de contas é nesse momento que temos a civilização. A escrita é utilizada mais tradicionalmente mas temos civilizações como os Incas, que não tinham escrita, por isso prefiro o Estado, mas sem perder a atividade letrada de vista. Nesse momento o homem passou a trabalhar com instrumentos de pedra polida, mas esse não é o grande avanço do período. Com a agricultura e pecuária dominadas, a vida do homem se transforma de uma forma completa, não apenas com a sedentarização. Absolutamente tudo no homem muda, sua política, economia, religião, estilo de vida, enfim, uma verdadeira revolução, a Revolução Neolítica. Com a produção de alimentos a economia passou a ser produtora, com excedentes o que permitiu um comércio rudimentar. Com o passar do tempo surgem distinções sociais, propriedade da terra, diferenças entre ricos e pobres. Uma sociedade que outrora era igualitária se torna cada vez mais baseada na posse da terra e na utilização do trabalho alheio. Como manifestações culturais podemos citar a fiação, tecelagem e cerâmica.
#Existem ainda duas fases de transição dentro da Pré-História:
=> Mesolítico: fase de transição entre Palolítico e Neolítico. Claro que essa passagem não se deu da noite para o dia. Uma consideravel quantidade de tempo foi necessário para consolidar o conhecimento sobre a agricultura. Nesse momento temos uma mescla de características entre paleolítico e neolítico. Por exemplo, o homeme nesse período era semi-nômade e praticava uma agricultura rudimentar (não vive dela, apenas completa a sua dieta)
=> Idade dos Metais: fase de transição entre o Neolítico e a Civilização. Foi quando o homem passou a trabalhar com metais. Primeiro o Cobre, de fácil manuseio, seguido do Bronze, uma liga metálica composta por cobre e estanho e por fim, o Ferro, de um manuseio muito mais dificil.
Bom, era isso
Grande Abraço
p.s.: desculpem os erros de português

Discutindo a Independência do Brasil


Bom... com relação ao processo de independência do Brasil existem alguns pontos interessantes que devemos levar em consideração.
Uma situação que me agrada é discutir por exemplo a data. Tradicionalmente temos o 7 de setembro de 1822 e isso é correto, logico. Mas não significa que seja uma verdade única, estável e inatingível, afinal de contas isso é um tanto complicado em história. Você pode tranquilamente considerar como data o ano de 1808, afinal de contas nesse ano tivemos a chegada de D. João VI no Brasil, juntamente com parte da corte portuguesa fugindo das guerras napoleônicas. Mas qual a relação dessa situação com uma provavel "nova" data para a independência? A resposta é um tanto simple. Em 1808 com a presença da corte no Brasil foi feita a Abertura do Portos as Nações Amigas(entende-se Inglaterra, mas essa é outra discussão) e com isso temos o fim do Pacto Colonial, sem pacto colonial teremos a ausência do colonialismo. Pode muito bem ser argumentado dessa forma.
Uma outra data são os anos de 1815 quando o Brasil foi elevado a condição de Reino Unido a Portugal e Algarves. Bom, sendo Reino Unido, teoricamente não é mais colônia, portanto nada impediria utilizar essa data.
Os anos de 1822 são os mais utilizados até mesmo, entre outros argumentos, pela tradição. Afinal de contas é exatamente em 1822 que o Brasil rompe definitivamente com Portugal, logo na sequência vem os reconhecimentos externos, sendo os EUA, os primeiros a aceitar a existência de um novo país na América do Sul. Será realmente?
Por que não utilizar os anos de 1831? Mais precisamente 7 de abril de 1831, quando da a abdicação de D. Pedro I, afinal de contas somente a partir dessa data é que o Brasil não tem mais um português a frente de sua administração.
Enfim, essas poucas palavras servem para refletir um pouco sobre esse assunto, muito mais criando dúvidas do que respondendo, mas história tem um pouco disso também...
Grande abraço

27/03/2012

Gabarito dos exercícios - Colégio Santa Maria

Volume Único
Capítulo 2 pg. 36
1) E
2) D
Capítulo 3 pg. 43
1) D
2) E

Volume 1
Capítulo 2 pg. 36
1) E
2) D
Capítulo 3 pg. 44/45
1) D
2) D
3) B
Capítulo 4 pg.53/54
1) E
2) D
3) E
4) D

18/09/2011

Aumento do numero de vereadores

Quando estava na faculdade, certa vez, em um irntervalo, o profº Gilvan me deu um livro (talvez ele nem se lembre disso, mas eu sim) chamado "A Desobediência Civil" de Henry David Thoreau, que é considerado o pai-fundador do anarquismo. Largou o convívio com a humanidade e se tornou um eremita, vivendo em uma cabana no meio da floresta no Estado de Massachusetts, no entanto, acabou por ser preso por sonegação de impostos. A partir desse momento Thoreau resolveu escrever esse livro que anos mais tarde auxiliou Gandhi a acabar com a presença inglesa na Índia. Como não ler e gostar dessa história.
Relendo esse livro me veio algumas ideias que hoje se fazem presentes. Logo nas primeiras linhas aparece "o melhor governo é o que menos governa" ou "...que absolutamente não governa" enfim, mesmo levando em consideração que uma sociedade sem governo nesse momento seria um tanto complicado, uma utopia interessante, mas talvez impraticável, acredito que o liberalismo da primeira sentença seja interessante. Mas mais que isso é que se temos um governo mesmo que incoveniente, ele deve acatar as decisões do seu povo e não o contrário. Thoreau cita, "a grande maioria dos homens servem ao Estado desse modo, não como homens mas como máquinas, com seus corpos (...) na maioria dos casos não há um exercício seja do discernimento ou do senso moral, ele simplesmente se colocam ao nível da árvore, da terra e das pedras."
Pois bem, o que percebemos em Santa Maria - RS, os nossos representantes, vereadores, edis da casa do povo, simplesmente estão deixando de lado as manifestações de boa parte da população da cidade que não está agindo como "árvores, terras e pedras", muito pelo contrário. Um exemplo disso é o texto de Denise Silva Nunes e Lucas Saccol Meyne, ambos acadêmicas de Direito na ULBRA http://adedeycastro.com/2011/09/12/nao-ao-aumento-do-numero-de-vereadores-em-santa-maria-rs/ onde fica bem claro a posição desses estudantes, que pensam assim como muitos. Donas de casa, professores, estudantes, empregados e empresários, enfim eleitores. Mas o que parace é que os nossos representantes não têm acesso a essas informações afinal de contas dos 14 verreadores, 10, isso mesmo 10, aprovam o aumento no numero de cadeiras do legislativo municipal contrariando o desejo de parte dos eleitores e segundo alguns vereadores, seguindo determinações dos partidos a que pertencem. Absurdo!
Políticos brasileiros, alguns é claro, não são todos, é lógico, possuem um grande problema, uma enorme dificuldade de diferenciar o que público do que é privado. Deixem de pensar em suas questões privadas e passem a pensar (e realizar, é claro) aquilo que interessa a cidade e população. A demagogia pura e descarada rola solta na Vale Machado

20/08/2011

França no Século XIX


Após Napoleão Bonaparte deixar definitivamente a política francesa (após a derrota em Watterloo e o posterior exílio na ilha de Santa Helena), a Europa precisava reorganizar o continente. Tivemos então, a continuidade dos trabalhos no Congresso de Viena, que havia sido interrompido pelo Governo dos Cem Dias de Napoleão, onde tomou-se dois caminhos, um deles a reorganização do mapa europeu, desfazer as conquistas napoleônicas e outro, restaurar os antigos governo. Esse ultimo, certamente trouxe consequências sérias para a política européia sobretudo na França, onde retornaram ao poder os Bourbons.
Luis XVIII(1815-1824) assume o poder seguido de Carlos X (1824-1830) e seus governos foram marcados por retrocessos absolutistas, reflexos do Congresso de Viena e suas idéias conservadoras. Uma nova constituição foi feita e dessa forma instituía-se um governo fortemente elitista. Com Carlos X não foi diferente, tivemos uma completa restauração absolutista com apoio nos ultra-realistas, nobreza e clero. No entanto, o povo francês, liderado por Luis Felipe de Orleans proporcionou uma experiência interessante de luta contra o conservadorismo, as Jornadas Gloriosas, revoluções de 1830 que levaram ao fim o governo de Carlos X.
Luis Felipe assume o poder, ficando conhecido como o "Rei Burguês", governou de 1830 a 1848. Tivemos uma reforma na constituição mas manteve o voto censitário, instituido com Luis XVIII, privilegiando, lógicamente a burguesia e excluindo o povo do jogo político. Luis Felipe passa a ter um governo voltado para a burguesia, aqueles que o auxiliaram a chegar ao poder, republicanos, bonapartistas, socialistas, enfim, foram deixados de lado.
Logo estouram movimentos contra essa situação, foram revoluções que levaram ao fim do governo de Luis Felipe. Elas ficaram conhecidas como: Primavera dos Povos. Esse nome se deve ao fato de que esses movimentos não ficaram restritos à França, se espalharam e estimularam a eclosão de revoltas em outras regiões.
As várias facções que participaram da Revolução de 1848 organizaram um governo provisório na França que teve como responsabilidade a criação de uma República na França 1848 a 1852 (chamada II República, a I foi na Revolução Francesa). Nas eleições realizadas, Luis Bonaparte obteve vitória. Em 1851 Luis Bonaparte, que era sobrinho de Napoleão, fecha o parlamento e se torna ditador. Em 1852 foi realizado um plebiscito, onde a população decidiu sobre a criação de um novo império. Luis Bonaparte foi coroado como Napoleão III, era o início do II Império Francês que durou de 1852 a 1870.
No II império Francês o que se destaca é a sua política externa, afinal de contas foram muitos conflitos travado. Guerra da Criméia (1854-1856), intervenção no México (1862-1867), apoiou a independência da Moldávia e da Valáquia, apoiou os piemonteses na unificação italiana, no entanto na defesa de Roma se voltou contra os unificadores.
Mas a principal guerra que o II Império Francês participou foi a Guerra Franco-Prussiana (1870-1871) onde, na Batalha de Sedan (18171) Napoleão III foi feito prisioneiro. Assim chegou ao fim o II Império Francês, um momento marcado por guerras, mas também marcado por avanços culturais, afinal de contas, Paris se transforma na conhecida "Cidade Luz" exatamente nesse momento. Uma cidade onde eram realizadas feiras mundiais de tecnologia e inovações, muitas delas frutos da II Revolução Industrial.
Passado o II Império Francês, a França ingressa em uma nova república, a III República Francesa que durou até 1940, quando ocorreu a invasão nazista naquele país. No que diz respeito a história da III República, um dos assuntos mais pertinentes foi a Comuna de Paris, que assim como a Guerra Franco-Prussiana, abordarei em uma postagem posterior.